Ubbu e Secretário de Estado da Educação conversam sobre a Revolução Tecnológica nas Escolas Públicas

Ubbu e Secretário de Estado da Educação conversam sobre a Revolução Tecnológica nas Escolas Públicas

Num debate moderado pela jornalista Mariana Barbosa, João Magalhães, CEO da ubbu e João Costa, Secretário de Estado da Educação discutiram a pertinência do ensino da programação nas escolas públicas portuguesas. Há mais de quatro anos que a ubbu ensina Ciências da Computação a alunos do 1º ao 6º ano de escolaridade. Este projeto nasceu da ambição de capacitar as gerações futuras com as competências necessárias para um mundo sustentável, numa Era cada vez mais digital.

Desde 2014 que João Magalhães e Domingos Guimarães combatem o fosso entre a procura e a necessidade de programadores informáticos. Fundaram a <Academia de Código_> com a missão de transformar pessoas em situação de desemprego em programadores.

Rapidamente percebemos que o problema era estrutural. Com a evolução tecnológica, 50% dos empregos que vão haver num futuro próximo, nós ainda não sabemos o que são, mas sabemos que vão ter por base a tecnologia. Queremos preparar estas crianças e, por esse motivo, criámos a chamada na altura <Academia de Código_Júnior>. Desenvolvemos um curriculum de programação para as escolas, em conjunto com a Fundação Calouste Gulbenkian, a Universidade de Aveiro e a Universidade de Roehampton, no Reino Unido. Em 2015 tínhamos 75 alunos num programa piloto a acontecer em Lisboa e os resultados foram mais longe do que achávamos. Os alunos melhoraram entre 11% a 17% as notas de Matemática, para além do raciocínio lógico, criatividade e resolução de problemas. Percebemos que este era o caminho!” conta João Magalhães, CEO da ubbu. Nesse ano o projeto fez o 1º Título de Impacto Social em Portugal.

Em 2016 já havia pedidos de diversas escolas do mundo e parceiros para implementar o projeto. No Município do Fundão todas as crianças do 1º ao 6º ano de escolaridade têm aulas de Ciências da Computação. “É a primeira cidade a tornar a disciplina obrigatória.” diz João. No ano seguinte o projeto é recomendado pelo Ministério da Educação para as escolas públicas que quiserem ter acesso a programação, de forma gratuita.

João Costa, Secretário de Estado da Educação sublinha que “É preciso uma mudança que corresponda às transformações que se vivem, sem nunca se perder de vista a função da Educação. A Programação é um fio condutor muito interessante pois ajuda a desenvolver competências indispensáveis para um Ser Humano, como capacidades analíticas, de análise e síntese.”

No final de 2018 o projeto chegou a mais de 60.000 alunos em Portugal e ao mesmo tempo conquista distribuidores globais como a Microsoft Global e a JP.IK. “Tivemos que recriar a marca, agora global. A ubbu é a porta de entrada para novos horizontes: uma sala de aula onde as crianças de todo o mundo aprendem programação com vista a um futuro sustentável, onde a educação tem um papel fulcral.” aponta João Magalhães.

A ubbu tem acordos para chegar a 1 milhão de alunos este ano e, em 2020, a 3 milhões. Salas de aula nos Estados Unidos, África do Sul, Espanha, Holanda, Noruega, Cabo Verde, Colômbia e Brasil já têm aulas de programação lecionadas por esta plataforma portuguesa, já disponível em versão offline, para salas de aula com carência de infraestruturas tecnológicas.

Através de vídeos animados, jogos interativos, quizzes e exercícios, os alunos são desafiados a utilizar as mais diversas ferramentas de conhecimento e aliá-las à tecnologia, para a sua resolução. Estamos a falar do STEAM, um modelo educacional que explora disciplinas como ciências, tecnologia, engenharia, artes e matemática e aplica-as para a solução das questões expostas. As temáticas exploram sempre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU para uma cidadania plena e acompanham o currículo das restantes disciplinas.

Temos exemplos onde as escolas optam por organizar e integrar o programa da ubbu com outras disciplinas, como Português, onde professores e alunos criam histórias através de jogos de programação. Ou em Ciências Naturais, onde constroem Sistemas Solares com a ubbu.” acrescenta João Magalhães.

A ubbu foi desenhada para que professores de qualquer área de ensino fossem capazes de ensinar programação. É uma solução “chave na mão” para as escolas enriquecerem a oferta curricular. Depois de uma formação online de 25h, acreditada pelo Ministério da Educação e Associação Nacional dos Professores de Informática (ANPI), qualquer professor está apto a ensinar Ciências da Computação. A plataforma também inclui ferramentas pedagógicas e para a gestão da sala de aula, como planos de aulas, sugestões de dinâmicas, dicas e ainda uma ferramenta de monitorização dos resultados dos alunos.

No evento estiveram presente representantes do maior fundo de investimento em Impacto Social, a Bridges Ventures, representantes da Maze, da Fundação Calouste Gulbenkian, elementos da administração da Santa Casa da Misericórdia, do European Investment Bank, do Portugal Inovação Social, da Fundação Aga Khan, o Fundador da Speak, 20 fundadores de empresas de impacto social, a Direção Geral de Educação, José António Pinto Ribeiro, Advogado e ex-Ministro da Cultura, Jacqueline Holmes “Impact Investor” em Nova York, Miguel Fontes, Diretor Executivo da Startup Lisboa e Nuno Bernardo da Administração da Super Bock.

SOBRE A UBBU A ubbu é uma plataforma que ensina programação e sustentabilidade em qualquer sala de aula do mundo. Em Portugal já alcançou mais de 60 mil crianças e, em 2019, tem acordos estabelecidos para 1 milhão de alunos.

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Para mais informações consultar: www.ubbu.io
Para mais informações e imagens, por favor contacte:
Sara Seabra Diniz
T: +351 918 425 547
E: sara.diniz@doctorspinpr.com

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